Sentimentos amadurecem, a gente só vê isso, depois percebe que não precisa da pessoa pra viver, que consegue ser muito feliz sem ela, mas que com ela dá um toque especial... To me sentindo assim...
Amadurecida o suficiente pra saber que isso não será meu tudo, mas é hoje uma das minhas vontades...
Talvez eu não faça a menor idéia do que acontecerá amanha, mas no fundo eu sei que é reciproco, mesmo que só de noite, antes de dormir, quando você ouve uma música, ou quando acende aquele beck, e tem aquela brisa engraçada.. de alguma forma, vai lembrar de mim.
E isso faz de mim mais viva do que qualquer outra presença.
Dúvido que as outras pessoas tem alguma alma tão fiel. Não to falando de alma gêmea, de perfeição, afinal eu nem escuto direito, e sou meio daltônica, a questão é ter uma alma paciênte o suficiente pra te amar, mesmo sem você merecer...Principalmente quando você menos merecer. E de estar do teu lado, enfrentando merdas da vida...
Por isso, talvez por isso eu tenha sacado, que isso é muito mais cósmico, maluco, feliz, diferente, do que qualquer merda de obrigação com outra pessoa, é um imã, que não importa o quanto longe, ou o quanto tempo sem se falar, as coisas serão sempre as mesmas, e o sentimento de segurança e confiança vão continuar.
É questão de se acostumar e perceber, que a liberdade da vida, e os problemas, não são desculpas pra não gostar, mas são obstaculos para calejar a paciência, e a minha já está criando músculos.
domingo, 12 de agosto de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
O fim da dor de cabeça.
E de novo a dor de cabeça.
Pela 10ª vez no ano, por favor, me desculpem os
descolados,
Mas to sofrendo por amor,
Só pra me machucar, essa porra dói mais do que
queimadura, é como se meu brinquedo favorito fosse roubado por alguém que não
gosta de carrinhos tunados.
E eu adoro carrinhos tunados.
Eu, agora eu to anestesiada pela falta do seu afeto, não
quero mais sentir dor de cabeça, não por você, você nem merece.
Eu sou tão incrível, incrível o suficiente pra ficar
sozinha, incrível o suficiente pra me curar sozinha,
Só se esqueça do escuro, ao menos os segundo que estive
com você, ao menos me deixe ir.
Me deixe ir como o dia mais bonito que tivemos juntos, me
deixe ir pra rodoviária, me deixe ir pra minha casa, me deixe voltar ao meu
caminho, mesmo que eu te deixe sozinho, me deixe ir com medo de eu não voltar,
e eu não voltarei.
Agora respire o ar que eu ignoro, olhe os prédios que eu
não vejo, e por um segundo, um pequeno segundo, se entristeça, não pela minha ausência,
mas pela minha frequência, em seus pensamentos sujos.
Eu não amo mais você.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
A falta.
Eu só te conheço pelas suas palavras, cada dia mais
familiares, cada dia menos chocantes,
nas fotos em que eu fico te admirando, seus olhos estão
sempre brilhantes,
na verdade você está
sempre bonito, e me faz sentir sua falta,
a cada sonoridade na sua voz, nas gravações que você
deixou,
todas as vogais ritmadas, eu diria que as amo...
Porque você me deixou, antes mesmo de eu nascer?
Porque não me esperou, porque não me viu crescer,
Se soubesse como eu sou igual a você, amo ao álcool e a
nicotina,
O sexo, a sinceridade, e ser rejeitada.
É como se você fosse eu, e tudo entre a gente fosse
misturado,
Até quando a gente odeia algo, ou quando a gente ignora
isso,
Logo nos encontraremos, no inferno, ou no purgatório...
Nós nem acreditamos nisso, mas os mesmos vermes que te
eliminaram, vão me eliminar, eu quero tudo como foi com você,
A boemia, o medo, a rejeição, a gloria, a fama, a volta
por cima,
Quero um trago do seu cigarro, quero um gole do seu
whisky, e o pássaro azul que vive no seu peito.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Que merda é a liberdade?
E aos 20 anos, ela achou que não precisaria mais de dor externa, pra curar o desespero, enganou-se, pobrezinha.
Olhou com o canto dos olhos, seu braço, com marcas fresquinhas, das seis da tarde, doeu, mas nem tanto quanto as palavras da sua mãe, Julia está cansada, Julia vai cair.
Um casa de dois cômodos, amigos legais, e tudo ao seu alcance, só pra não morrer de desgosto, queria minha mãe e meu pai do meu lado numa hora dessas...
Mas nem sou boa o suficiente, sou um monstro, ou talvez esse seja o tempo da minha liberdade, eu to com medo e com frio.
Olhou com o canto dos olhos, seu braço, com marcas fresquinhas, das seis da tarde, doeu, mas nem tanto quanto as palavras da sua mãe, Julia está cansada, Julia vai cair.
Um casa de dois cômodos, amigos legais, e tudo ao seu alcance, só pra não morrer de desgosto, queria minha mãe e meu pai do meu lado numa hora dessas...
Mas nem sou boa o suficiente, sou um monstro, ou talvez esse seja o tempo da minha liberdade, eu to com medo e com frio.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Quem é você?
Sério, que você acha isso uma atitude anti flag?
Totalmente anos 80, lutar contra o sistema COMO VOCÊ LUTA?
Que porra é essa?
Desculpa amiguinho, mas pra mim, você e lixo, é mesma merda,
pra começar você baseia a sua vida em um relacionamento, (eu também me relaciono, e sei como é que se faz isso), você não tem vida própria, e muito menos pensamentos próprios, tudo que vem de você é meramente copiado de algum livro de filosofia, e suas experiencias, são copias da experiencia de outra pessoa, ja pensou nisso?
VOCÊ NÃO É VOCÊ!
Simplesmente age por medo e impulso, fora que diz amém as coisas ja comercializadas, das quais você acredita...
To com vergonha de você ser da cena, TO COM VERGONHA.
Totalmente anos 80, lutar contra o sistema COMO VOCÊ LUTA?
Que porra é essa?
Desculpa amiguinho, mas pra mim, você e lixo, é mesma merda,
pra começar você baseia a sua vida em um relacionamento, (eu também me relaciono, e sei como é que se faz isso), você não tem vida própria, e muito menos pensamentos próprios, tudo que vem de você é meramente copiado de algum livro de filosofia, e suas experiencias, são copias da experiencia de outra pessoa, ja pensou nisso?
VOCÊ NÃO É VOCÊ!
Simplesmente age por medo e impulso, fora que diz amém as coisas ja comercializadas, das quais você acredita...
To com vergonha de você ser da cena, TO COM VERGONHA.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Terça-feira 21 de março de 1995
Terça-feira 21 de março de 1995
Querido diário (acho um saco te chamar de querido, você é só um caderno em branco no qual eu desabafo meus desejos e vontades mais insanas... mais eu não sei como começar vou te chamar de querido mesmo.)
Meu pai disse pra eu começar a escrever um diário, meu pai é psicanalista, ele é bom deveras no que faz mais eu nem converso muito com ele, é difícil vê-lo em casa, está sempre em convenções, ele disse que eu estava muito 'revoltadinha' pra uma garota de 17 anos, disse que era pra eu desabafar com esse tal de “diário”, acho uma coisa tão infantil que dá pena. Só vou falar o que eu tenho realmente vontade; e vou falando sobre mim aos poucos, tu não é uma pessoa, pra querer me conhecer na hora, não é mesmo? Então... Quando foi mesmo? Os garotos riam como umas hienas e nem sabia por que. Descobri que tinha uma guria bêbada tirando a roupa na praça, acho que era noite de sábado, ela tem uns dois anos a mais que eu, era tão tosco e tão triste, a infeliz tava fazendo aquilo por que o ex namorado dela tinha dado bebida forte, - Ela bebeu por que quis... - acho que eu fui dura com essas palavras, eu já me senti como ela, e eu não tirei minhas roupas, na verdade eu comecei a rir, rir como uma desesperada e eu ria por que na verdade queria chorar. A vida de meio termos não era nenhum pouco fácil, você não tem absolutamente nada “intensamente” ou por “completo” ai eu começaria a ouvi musicas totalmente deprês e me sentiria um pouco mais deprimida, sinceramente? Não faria diferença alguma... pra ninguém.. Ninguém mesmo... Não tenho amigos, meus pais estavam separados a mais de 4 anos...
e quanto mais eu penso sobre isso; mais deprimida eu fico; sabe do que eu realmente sinto falta?
Do maldito beijo de boa noite que meus pais me davam quando eu tinha uns 10 anos; ontem, por exemplo, eu cheguei da rua e meu pai já estava dormindo nem me deu boa noite nem nada quando eu cheguei, (eu moro com meu pai desde quando ele se separou da minha mãe, gosto um bocado dele) eu finjo que não me importo mais na verdade fico muito carentinha, acho que tô pegando as manias de carência excessiva de certo alguém..alguém que não sabe o que quer de mim, bom mais eu não to com a mínima vontade de falar sobre isso.
E..no final das contas alguém levou a garota bêbada... pra casa, eu sinto pena dela, pena e a entendo.. ás vezes eu sinto uma vontade tremenda de ir na casa dela conversar, alguém que sinceramente ou ao menos aparentemente me entende..
Bom semana que vem tem testes vocacionais na escola, eu não sei o que quero, confesso que não sei... talvez eu opte por matemática.. mais meu pai quer que eu fala psicologia, aah que se foda também.. que se foda.
Meu pai disse pra eu começar a escrever um diário, meu pai é psicanalista, ele é bom deveras no que faz mais eu nem converso muito com ele, é difícil vê-lo em casa, está sempre em convenções, ele disse que eu estava muito 'revoltadinha' pra uma garota de 17 anos, disse que era pra eu desabafar com esse tal de “diário”, acho uma coisa tão infantil que dá pena. Só vou falar o que eu tenho realmente vontade; e vou falando sobre mim aos poucos, tu não é uma pessoa, pra querer me conhecer na hora, não é mesmo? Então... Quando foi mesmo? Os garotos riam como umas hienas e nem sabia por que. Descobri que tinha uma guria bêbada tirando a roupa na praça, acho que era noite de sábado, ela tem uns dois anos a mais que eu, era tão tosco e tão triste, a infeliz tava fazendo aquilo por que o ex namorado dela tinha dado bebida forte, - Ela bebeu por que quis... - acho que eu fui dura com essas palavras, eu já me senti como ela, e eu não tirei minhas roupas, na verdade eu comecei a rir, rir como uma desesperada e eu ria por que na verdade queria chorar. A vida de meio termos não era nenhum pouco fácil, você não tem absolutamente nada “intensamente” ou por “completo” ai eu começaria a ouvi musicas totalmente deprês e me sentiria um pouco mais deprimida, sinceramente? Não faria diferença alguma... pra ninguém.. Ninguém mesmo... Não tenho amigos, meus pais estavam separados a mais de 4 anos...
e quanto mais eu penso sobre isso; mais deprimida eu fico; sabe do que eu realmente sinto falta?
Do maldito beijo de boa noite que meus pais me davam quando eu tinha uns 10 anos; ontem, por exemplo, eu cheguei da rua e meu pai já estava dormindo nem me deu boa noite nem nada quando eu cheguei, (eu moro com meu pai desde quando ele se separou da minha mãe, gosto um bocado dele) eu finjo que não me importo mais na verdade fico muito carentinha, acho que tô pegando as manias de carência excessiva de certo alguém..alguém que não sabe o que quer de mim, bom mais eu não to com a mínima vontade de falar sobre isso.
E..no final das contas alguém levou a garota bêbada... pra casa, eu sinto pena dela, pena e a entendo.. ás vezes eu sinto uma vontade tremenda de ir na casa dela conversar, alguém que sinceramente ou ao menos aparentemente me entende..
Bom semana que vem tem testes vocacionais na escola, eu não sei o que quero, confesso que não sei... talvez eu opte por matemática.. mais meu pai quer que eu fala psicologia, aah que se foda também.. que se foda.
Julia P.
Como tudo começou..
Seguinte, a Júlia P, é uma personagem minha, que nasceu em 2008, quando eu estava no colegial, precisava gritar tudo o que eu tava sentindo, sabe, é ruim ser adolescente, então, LÁ VAMOS NÓS!
Driele Dias
Driele Dias
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